Cobre experimental
O Cobre é um fluxo experimental do Myria para converter um deck NEWAVE ou DECOMP em um caso Cobre, revisar esse caso, executá-lo e consultar os resultados. O recurso está disponível para todas as organizações. Ele fica associado à rodada que forneceu a origem, mas não substitui a execução nativa e não entra na cadeia NEWAVE/DECOMP.
Onde abrir o Cobre
Há dois pontos de entrada no mapa do estudo.
Em uma rodada NEWAVE ou DECOMP. Selecione a rodada; a marca laranja do Cobre aparece entre as ações (Configurar Cobre). Ela abre o painel que reúne conversão, configuração, validação, execução, acompanhamento e atalhos para o caso e os resultados. O Cobre não cria uma nova linha de rodada na tabela.
Na Base CCEE. Selecione a Base CCEE; os botões NW e DC com a marca do Cobre abrem o mesmo painel para o componente NEWAVE ou DECOMP. Ao confirmar a conversão, o Myria primeiro copia o deck para uma rodada nativa do estudo e depois prepara o caso Cobre. Reabrir a ação reutiliza essa rodada e preserva suas edições. A rodada nativa também pode ser executada pelo fluxo habitual do modelo, com os mesmos pré-requisitos de qualquer execução nativa.
No DECOMP da Base CCEE, os cortes vêm do NEWAVE associado à mesma base; não é preciso executar um NEWAVE no estudo. Se essa associação estiver ausente ou for ambígua, a preparação é recusada; o Myria não escolhe outro NEWAVE sozinho.
Da conversão aos resultados
- Converter: clique em Converter para Cobre. O Myria fixa a versão da origem, converte o deck e guarda o caso no Git do estudo. A conversão não inicia o treinamento. No DECOMP, ela pode executar o GEVAZP e preparar os cortes de fronteira.
- Revisar: ajuste as opções no painel ou abra Caso no Gitea para editar os arquivos do caso. Salvar e validar cria uma nova versão e valida esse conteúdo.
- Executar e acompanhar: depois de validar, clique em Executar Cobre. O Myria fixa a versão exata do caso e acompanha o processamento na Oracle Cloud gerenciada pela plataforma.
- Consultar resultados: use Ver resultados para explorar tabelas e gráficos de CMO, geração, armazenamento, adequação, balanço hídrico, intercâmbios e custos, quando esses conjuntos estiverem disponíveis.
Conversão e execução são operações distintas. Executar valida o caso Cobre atual, mas não reconverte a origem. Se o deck nativo mudar depois da conversão, o caso Cobre é preservado e o painel informa a divergência; use Gerar novamente para converter de novo a partir da origem.
A validação vale para a versão exata do caso. Se você editar o caso depois, inclusive direto no Git, use Validar novamente antes de executar. O painel mostra também se o último resultado pertence à versão atual do caso ou a uma versão anterior.
O acompanhamento se atualiza sozinho, inclusive com o painel aberto, sem descartar opções que você está editando. O painel distingue execução, salvamento dos resultados e falhas de comunicação. Um pedido de parada (Parar Cobre) continua em acompanhamento até ser confirmado; uma falha de comunicação não significa que o processamento terminou.
O ícone no título do estudo fica âmbar e sem piscar enquanto aguarda capacidade. O indicador verde pulsante significa que o Cobre está em execução. Se houver várias rodadas, abra o painel de cada uma para consultar seu estado individual.
Conversão de DECOMP
A conversão usa os cortes que a própria rodada DECOMP já referencia: o par existente no deck ou a fonte NEWAVE configurada, do estudo ou externa. O DECOMP original não é alterado. Uma fonte do estudo precisa ter resultados concluídos e válidos. Cortes ausentes ou incompatíveis impedem a conversão; o Myria não os troca por uma política vazia.
Quando a hidrologia da rodada exige geração de vazões, o Myria executa o GEVAZP com o PREVS da rodada, a base e o binário configurados, sem precisar executar o DECOMP antes. Nos modos que preservam ou substituem as vazões, o GEVAZP não é executado. A preparação também respeita as escolhas de EARM e DADGNL da rodada (veja Configuração da rodada). Os arquivos gerados pelo GEVAZP ficam junto do caso para consulta.
Os avisos de conversão continuam relevantes: restrições, disponibilidade e geração antecipada podem ter aproximações ou suporte incompleto na conversão entre os modelos. Uma execução bem-sucedida não comprova equivalência numérica com o DECOMP.
Versões
O seletor Versão do Cobre oferece duas versões da série 0.18:
| Versão | Comportamento |
|---|---|
| 0.18-myria | Versão recomendada. Base oficial 0.18 com regularização de estacionariedade e as otimizações Myria. As opções aproximadas continuam desligadas por padrão. |
| 0.18 | Release oficial, sem patches, com correção de CVaR e checkpoints nativos. Pode recusar afluências cujo ajuste automático não seja estacionário. |
Cada versão mantém seu próprio caso e seus resultados; conversão, validação e execução usam o pacote da versão escolhida.
Na 0.18 oficial, a validação pode interromper a preparação de decks com ajuste automático de afluências não estacionário. A variante 0.18-myria aplica a regularização e informa os reparos nos avisos. Avisos de regularização e de aproximações da conversão devem ser revisados antes de interpretar ou comparar os resultados.
Rodadas que usavam uma versão descontinuada passaram para a 0.18-myria e precisam preparar e validar o caso novamente antes de executar.
A conversão já inclui os planos FPHA calculados; a execução os reutiliza sem recalculá-los, e os cortes de fronteira permanecem separados.
Seleção de cortes
O campo Seleção de cortes mostra o método gravado no caso. O caso convertido normalmente herda Limited-memory Level-1 (LML1) quando o deck NEWAVE habilita seleção de cortes. Você pode manter esse método ou escolher Desativada, Level-1, Dominação ou Seleção dinâmica (DCS).
A escolha define quais cortes já produzidos permanecem ativos nos LPs; ela não reduz diretamente o número de aberturas resolvidas para produzir novos cortes. Ao trocar o método, o Myria remove os parâmetros exclusivos do método anterior, aplica os padrões da nova opção e valida o caso antes de liberar a execução. Com a seleção dinâmica ativa, o escalonamento do backward por nó passa a ser feito por cenário.
Critérios de parada
No painel, configure o Máximo de iterações (obrigatório) e, se quiser:
| Critério | Campos e significado |
|---|---|
| Tempo | Tempo máximo de treinamento (horas), verificado entre iterações. Vazio desativa. |
| Estabilização do limite inferior | Janela de estabilização (iterações) e Tolerância de estabilização (%). Preencha os dois ou deixe os dois vazios para desativar. |
| Gap | Gap absoluto (R$) e/ou Gap relativo (%). Basta uma das tolerâncias ser atingida; os dois vazios desativam. Zero é uma tolerância válida. |
A estabilização compara os limites inferiores nas extremidades da janela:
100 × |LB atual − LB inicial da janela| / max(1, |LB atual|) deve ficar
abaixo da tolerância. Por exemplo, 0,1 no painel significa 0,1%. O
critério não exige que cada variação consecutiva fique abaixo da tolerância e
não certifica proximidade do ótimo.
O gap relativo usa percentual diretamente: 1 significa 1%. A parada por gap
exige treinamento enumerado e medida de risco uniforme entre estágios; o
treinamento por amostragem gerado pelo conversor NEWAVE não aceita essa regra.
O painel recusa gap preenchido com amostragem, e a validação verifica as demais
condições antes de permitir a execução. Mudar o método de seleção do
treinamento exige editar e validar o caso.
Em Parar quando qualquer regra for atingida, basta um critério. Em Parar quando todas as regras forem atingidas, todos precisam ser satisfeitos: atingir sozinho o limite de tempo ou de iterações não encerra o treinamento. Parar Cobre é uma ação de execução, independente dessa combinação.
Escolher os resultados da execução
As opções do painel estão agrupadas em Treinamento, Critérios adicionais de parada e Simulação e resultados. Critérios adicionais de parada já vem aberto quando o caso usa estabilização, gap ou a combinação de todas as regras. Resultados esperados acompanha a seleção antes de salvar.
| Resultado | Quando é produzido | Como consultar |
|---|---|---|
| Evolução do treinamento | Ao concluir o treinamento, inclusive sem simulação final | Limites de custo, gap informado, tempo por iteração e cortes ativos no conjunto Treinamento e convergência |
| Resumo do treinamento | Ao concluir o treinamento | Iterações concluídas, duração, motivo da parada e convergência no cabeçalho dos resultados |
| CMO, geração, armazenamento e déficit | Com Executar simulação final após o treinamento marcada | Conjuntos da simulação, conforme os dados do caso |
| Balanço hídrico, intercâmbios e custos | Com a simulação final e as entidades correspondentes no caso | Gráficos e tabelas por estágio |
| Política, Parquets e logs | Conforme os arquivos produzidos pela tentativa | Arquivos da execução no Git do estudo |
Desativar a simulação mantém os resultados de treinamento e desabilita o campo Cenários da simulação final. A escolha não apaga resultados anteriores. Iterações e quantidades de cenários aceitam inteiros de 1 a 4.294.967.295; a Semente da árvore aceita inteiros de 0 a 9.223.372.036.854.775.807. Valores fora desses limites são recusados antes de salvar. Quando o caso não define a semente, o painel mostra 42; simulação habilitada sem quantidade explícita usa 2.000 cenários, conforme os padrões do Cobre.
No treinamento por amostragem, o limite superior é uma estimativa estatística; o painel diferencia esse caso do limite calculado por enumeração. Um gap ausente aparece sem valor, não como zero. A curva de uma tentativa retomada mostra as iterações registradas nela, com a numeração original, sem inventar os pontos da tentativa anterior.
Em simulações enumeradas com probabilidades diferentes, as médias e a probabilidade de déficit consideram o peso de cada cenário, e os percentis usam a distribuição acumulada ponderada. Simulações equiprováveis usam percentis com interpolação linear. Probabilidades incompletas ou inválidas impedem o cálculo dessas estatísticas, sem apagar os resultados brutos.
As tabelas e gráficos da interface são derivados dos resultados brutos publicados pela tentativa, que continuam sendo a referência. A página mantém gráficos e resumo da mesma tentativa, mesmo que outra execução termine durante a consulta; atualizar a página carrega o resultado mais recente. Uma falha em um conjunto é informada sem esconder os demais. A execução só é considerada concluída quando a simulação informa os cenários concluídos e a versão correta do Cobre.
Continuar após uma interrupção
Nas versões 0.18 e 0.18-myria, o Myria salva a política ao fim de cada iteração e a guarda no Git do estudo. O painel mostra Checkpoint salvo no Gitea, com a iteração e a data, só depois de confirmar que o checkpoint foi guardado. Checkpoints não são aproveitados entre versões ou variantes.
Retomar do último checkpoint, em Execução e origem, vem marcado a cada abertura do painel. Desmarque para treinar do zero. A escolha vale para a próxima execução e não desliga o salvamento de novos checkpoints. Sem checkpoint compatível, a execução começa do início mesmo com a opção marcada.
Quando uma execução falha ou é parada, Continuar Cobre cria uma nova tentativa a partir do último checkpoint confirmado. O trabalho feito depois desse checkpoint precisa ser refeito.
A retomada exige o mesmo caso e a mesma versão do Cobre. Alterar ou gerar novamente o caso torna o checkpoint anterior incompatível; o painel informa isso e a próxima execução começa do início. A retomada preserva os cortes e a numeração das iterações. Se a falha ocorreu na simulação, a política permite repetir essa fase, mas não há retomada parcial dos cenários de simulação. O tempo de treinamento e a janela de estabilização começam uma nova medição na tentativa retomada.
Se a conexão com a máquina cair, o Myria só inicia outra depois de confirmar que a anterior parou. Se o salvamento de um checkpoint falhar, vale o último checkpoint confirmado.
Enquanto houver checkpoint de uma execução interrompida, ou uma preparação ou parada em andamento, o Myria mantém os arquivos necessários para continuar. Se você excluir o estudo, esses arquivos são removidos assim que essas atividades terminam.
Limites do recurso
- O Cobre parte de uma rodada NEWAVE ou DECOMP e não fornece insumos para a cadeia NEWAVE/DECOMP.
- A execução usa somente a Oracle Cloud gerenciada pelo Myria. Você não escolhe host, provedor ou região; o dimensionamento segue Servidores e capacidade.
- O paralelismo considera a memória disponível e o tamanho da política de cortes importada. Esse limite não remove cortes nem modifica o caso.
- O recurso não promete equivalência numérica com NEWAVE/DECOMP nem ganho de desempenho. Trate os resultados como exploratórios.
- A execução depende de capacidade disponível na Oracle Cloud. Enquanto não há máquina disponível, a tentativa fica aguardando e o Myria tenta as outras famílias e regiões configuradas, mantendo o mesmo dimensionamento. Se não for possível obter a máquina, a execução é encerrada e o painel mostra a causa. Falhas no Cobre não alteram as rodadas NEWAVE/DECOMP do estudo.
Para opções de treinamento que o painel não mostra, disponíveis só na 0.18-myria, veja Parâmetros avançados do Cobre.
Parar uma execução Cobre
Parar Cobre pede o encerramento da execução. O Myria aguarda a confirmação de que a máquina parou, guarda os resultados parciais disponíveis e só então mostra a tentativa como parada. Clicar de novo apenas acompanha o mesmo pedido. Parar o estudo também para as execuções Cobre ativas.